PALESTRAS TEOLÓGICAS

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Por que estudar o grego bíblico?

O grego bíblico também conhecido como grego koinê foi à língua usada para escrever o novo testamento.
“De acordo com a lingüística comparada, todas essas línguas provem de uma raiz comum, uma língua que era falada por um primitivo povo que teria habitado na Ásia ocidental. Esse povo teria morado em grandes famílias organizadas segundo o modelo patriarcal em um contexto agropecuário com firmes convicções monoteístas.
No terceiro milênio antes de Cristo teria começado uma dispersão daquele primitivo povo, o que teria originado também a diversificação da sua língua em vários dialetos e línguas afins. No segundo milênio antes de Cristo uma das tribos indo-européias teria avançado até a península balcânica, seria essa a origem dos gregos.         
No período que se inicia as conquistas de Alexandre 330 A.C e se estende até cerca de 330 D.C é conhecido como período koinê. Em todo o império romano começou a ser usado o koinê, que significa “comum”. Vamos lembrar que por volta de 250 A.C o antigo testamento em hebraico foi traduzido para o grego, nascendo assim à famosa septuaginta (LXX), e o grego utilizado foi justamente o koinê. Mais tarde quando no primeiro século surgiram os escritos do Novo Testamento também foi esse o grego utilizado na sua redação.
DEUS utilizou um idioma riquíssimo para registrar sua revelação. Valeu-se para isso de pessoas  que tinham linguagem e estilo particulares, mas que eram todos homens de DEUS que falaram e escreveram da parte de DEUS, movidos pelo Espírito Santo” (2° Pe 1:21) REGA STELIO LOURENÇO E BERGMANN JOHANNES noções do grego bíblico
Estudar o grego bíblico é mais uma ferramenta que o cristão tem a seu favor para fazer uma exegese mais coerente com o próprio texto bíblico do NOVO TESTAMENTO, é possível fazer exegese sem conhecimento do grego, porque no mercado há uma gama de literatura na área de comentário bíblico comentando sobre os textos, e alguns são muito bons.
A vantagem de estudar e conhecer o grego do Novo Testamento está no fato de que o estudante da língua grega tem condições de ler, traduzir e esmiuçar o máximo possível do significado original do texto, produzindo assim uma exegese bem mais próxima do que realmente o autor quis dizer no período em que foi escrito o texto.
O grego ajuda a esclarecer textos obscuros do Novo Testamento, a hermenêutica recorre ao grego pra interpretar alguns textos mais complexos que aparece no Novo Testamento. Estudar o grego bíblico enriquece sua aula de EBD, seu estudo bíblico na igreja local, aumenta seu conteúdo bíblico na hora de fazer uma exposição de um texto.
 O estudo da língua grega hoje é uma ferramenta indispensável para a comunidade eclesiológica. Estudar o grego bíblico é poder caminhar consciente nos lugares mais inóspitos dos textos do Novo Testamento.
Quem prega e ensina COM DEDICAÇÃO estuda o grego bíblico.
Pastor Antônio Carlos

domingo, 8 de maio de 2011

Paixão: A possibilidade de passar pelo sofrimento sem sofrer


Jesus, o Cristo, passou por um sofrimento enorme e sem precedentes, desde que, antes da fundação do mundo, se esvaziou, assumindo a forma de servo (Fp 2.5-7), o que foi manifestado na cruz, por amor de nós (1Pe 1.18-20).

Jesus Cristo passou pelo sofrimento, mas, sem sofrer! Isto é, Jesus passou pelo sofrimento, mas, não conjugou o verbo sofrer.

Quando a gente conjuga o verbo sofrer, a gente traz o sofrimento para o espírito, a gente passa a se definir pelo sofrimento. A dor física e a tristeza, inerente ao sofrimento, passam a ser a identidade da gente. A vida passa a ser uma lamúria e a gente passa a se definir a partir do sofrimento por que passou ou passa, carregando-o para sempre como uma carteira que se mostra quando se quer falar de si.

Jesus nunca se permitiu a isso, diante da tristeza frente à  truculência do sofrimento, e à traição e abandono dos seus alunos,  ele continuava a afirmar que a sua vida ninguém tomava, ele a entregava para a reassumir (Jo 10.17,18).  Era ele quem partia o pão e distribuía o cálice da nova aliança (1Co 11.23-26). Ele, e não o sofrimento a que se submeteu, é que estava como sujeito de sua história

Jesus, por causa desse protagonismo nunca negociado, pode dizer, no momento de dor e de abandono mais intensos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23.34) – a frase que sustenta o Universo.

Se Jesus tivesse conjugado o verbo sofrer, amaldiçoaria aos seus algozes e à toda a humanidade. A tentação de conjugar o verbo sofrer, de tornar o sofrimento na sua identidade foi vencida por Jesus o tempo todo; ele sempre manteve a sua identidade fundamentada em seu relacionamento com o Pai: “...sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela”(Jo 13.3,4)

Que boa notícia: a dor e a tristeza, inerentes ao sofrimento, não têm, necessariamente,  de tomar o espírito e redefinir a identidade de quem passa pelo sofrimento! E, depois da queda, viver é passar pelo sofrimento, porque este foi, por nós (Gn3.17), tornado o ambiente onde toda a história se desenrola.

O mais triste, quando o sofrimento se torna a identidade da gente, é que tudo e todos passam a ser julgados ou analisados a partir do que se entende ter sofrido.

A reação da gente passa a ser, sempre, reação àquele sofrimento que sequestrou a identidade da gente, qualquer ser humano, o outro, desaparece, vira algoz ou salvador, mesmo nunca tendo participado do que sofremos, ou, mesmo que tenha sido instrumento de Deus na vida da gente algum dia, inclusive, nos ministrando ou socorrendo no momento do sofrimento. Nada mais isenta o próximo, todo mundo estará sob “júdice” , e, como disse o compositor: “Qualquer desatenção, pode ser a gota d’água.” A gente passa a gostar do martírio!

Na Paixão, Jesus, o Cristo, nos demonstra como passar pelo sofrimento mais atroz sem conjugar o verbo sofrer.  Nos ensina como sofrimento algum pode nos roubar a identidade, nem tirar de nós o privilégio e a responsabilidade de ser o sujeito da nossa história. Aleluia!

Fonte: ariovaldoramosblog.blogspot.com/

terça-feira, 3 de maio de 2011

ESSA CALOU OS AMERICANOS.!!!


SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. 
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. "Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
 Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.